Os candidatos ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT), protagonizaram neste domingo (9), na Band, o primeiro debate do 1º turno, em um encontro com clima de 2º turno.
Sem a presença de outros candidatos com representatividade no Congresso, o debate foi marcado pelo confronto de dados, sem ataques pessoais, pela disputa de narrativas sobre o desempenho dos governos de São Paulo e federal e por embates sobre o tarifaço de Trump e o crime organizado.
Haddad conduziu sua participação destacando a atuação do governo federal em obras e ações realizadas em São Paulo que, segundo ele, foram omitidas pelo governador Tarcísio. O petista também buscou vincular o governador ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em uma tentativa de nacionalizar a disputa.
Tarcísio, que inicialmente rejeitou esse tom, depois incorporou a estratégia e passou a elogiar seu padrinho político no segundo bloco, além de criticar a atuação do governo Lula.
O programa foi dividido em três blocos, com perguntas do mediador e de jornalistas, além de confrontos diretos entre os candidatos. Depois, os candidatos tiveram dois minutos cada para as considerações finais. A ordem também foi definida por sorteio, com Tarcísio falando primeiro e Haddad encerrando o debate.
O direito de resposta podia ser solicitado exclusivamente em casos de ofensa moral e pessoal. O pedido deveria ser feito ao mediador imediatamente após a fala do candidato que estiver com a palavra e será avaliado por um comitê formado por jornalistas e um advogado. Se o pedido fosse deferido, o candidato teria um minuto para a resposta, ainda no mesmo bloco. Não houve pedidos de direito de resposta.
