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sábado, 22 de agosto de 2026
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Eleições 2026: governo de SP deve priorizar adaptação climática, dizem especialistas

Eleições 2026: governo de SP deve priorizar adaptação climática, dizem especialistas
Eleições 2026: governo de SP deve priorizar adaptação climática, dizem especialistas
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As mudanças climáticas já afetam o dia a dia dos paulistas, com calor extremo, enchentes e secas mais frequentes. Diante desse cenário, especialistas apontam que a adaptação das cidades e áreas rurais deve ser prioridade na próxima gestão estadual, que será definida nas eleições de 2026.

Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mostram que 2023 foi o ano mais quente do Brasil desde 1961. Em 2025, São Paulo registrou 27 dias consecutivos com temperaturas acima de 30°C, a maior sequência já observada. Pesquisadores da USP indicam que o aquecimento na capital paulista tem sido superior à média global: enquanto o planeta subiu 1,2°C desde 1900, as máximas na cidade aumentaram 2,4°C.

O governo estadual é responsável por políticas ambientais que impactam diretamente a população. Entre elas estão o licenciamento de atividades poluentes, a gestão de recursos hídricos, a fiscalização de desmatamento e a coordenação do Plano de Ação Climática, que prevê redução de emissões de carbono até 2050 e adaptação das cidades ao novo clima.

Para Paulo Artaxo, coordenador do Centro de Estudos da Amazônia Sustentável da USP, o enfrentamento das mudanças climáticas será um dos principais desafios da próxima gestão. “Nós vamos lidar com as mudanças climáticas que efetivamente estão alterando as atividades econômicas e impactando a saúde da população de uma maneira muito, muito forte”, afirma.

O climatologista Carlos Nobre defende medidas concretas, como sistemas de alerta para ondas de calor e ampliação de áreas verdes. “Os candidatos têm que ser muito mais sérios com relação às políticas para diminuir os riscos dessa emergência climática”, diz.

Os efeitos das mudanças climáticas também atingem a economia. Estudo da revista Nature estima que os alimentos ficarão 3% mais caros na próxima década devido ao aquecimento global. Além disso, ondas de calor estiveram associadas a cerca de 120 mil mortes no Brasil entre 2000 e 2019, sendo São Paulo o estado com maior número absoluto, com mais de 30 mil casos.

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