sábado, 22 de agosto de 2026
Postado emSão Paulo, Vida e Saúde

Crimes virtuais contra crianças crescem 78% nas férias em SP

Crimes virtuais contra crianças crescem 78% nas férias em SP
Crimes virtuais contra crianças crescem 78% nas férias em SP
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O número de crianças e adolescentes vítimas de crimes virtuais aumentou 78% durante as férias escolares em São Paulo, segundo dados do Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad) da Polícia Civil. Os registros saltaram de 89 para 158 casos no período. Já os casos de zoosadismo, que envolvem violência contra animais incentivada na internet, cresceram 200%, passando de 5 para 15 ocorrências.

Autoridades de segurança pública alertam que o contato prolongado com ambientes virtuais, sem supervisão dos pais, pode expor crianças e adolescentes a conteúdos nocivos, discursos de ódio e comunidades que incentivam práticas criminosas. A delegada Lisandréa Salvariego, coordenadora do Noad, destaca que o isolamento social e o uso excessivo de telas são os principais sinais de alerta.

“O principal sinal hoje é o isolamento social aliado à busca excessiva por telas. Quando o adolescente deixa de conviver com a família, muda bruscamente o comportamento e passa grande parte do tempo sozinho conectado, é importante que os pais fiquem atentos”, afirma a delegada.

Para prevenir esses crimes, a Polícia Civil recomenda o uso de ferramentas de controle parental, muitas delas gratuitas, e o acompanhamento do que os filhos consomem na internet. “Tecnologia se combate com tecnologia. Hoje existem excelentes ferramentas gratuitas de controle parental, além dos próprios recursos oferecidos pelas plataformas digitais. Os pais precisam acompanhar o que os filhos consomem na internet e manter essa conexão dentro de casa”, orienta Lisandréa.

As investigações mostram que os algoritmos das plataformas podem expor gradualmente os adolescentes a conteúdos mais violentos, começando com materiais inofensivos e evoluindo para extremismo e discurso de ódio. A misoginia é um dos principais indicadores de alerta. “O adolescente vai sendo dessensibilizado e passa a consumir conteúdos cada vez mais violentos. Por isso, é fundamental que os pais se interessem pelo que os filhos assistem e conversem sobre esses temas sem julgamentos”, ressalta a delegada.

Muitos autores desses crimes também são adolescentes, muitas vezes considerados “tranquilos” pela família. Por isso, mudanças de comportamento e isolamento não devem ser ignorados. A orientação é respeitar a classificação indicativa, conversar frequentemente sobre o ambiente digital e observar sinais. Denúncias podem ser feitas pelo e-mail [email protected] ou por outros canais oficiais.

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