A Unesp realizou uma pesquisa pioneira que mapeia o genoma da pirapitinga, um peixe de grande importância econômica na China. A pesquisa, liderada pela doutoranda Ivana Felipe da Rosa, do Instituto de Biociências da universidade, pode impactar positivamente a aquicultura no Brasil.
A pirapitinga, conhecida como caranha no Brasil, foi introduzida na China em 1985 e é uma das espécies não nativas consumidas no país. A pesquisa de Rosa resultou na descrição do genoma da pirapitinga em nível cromossômico, com uma completude de 99,8%, o que pode facilitar o melhoramento genético da espécie.
O estudo foi desenvolvido em parceria com a Academia Chinesa de Ciências da Pesca e publicado na revista Scientific Data. Rosa destaca que o conhecimento do genoma é fundamental para identificar genes relacionados ao crescimento e resistência a doenças, contribuindo para a sustentabilidade da aquicultura.
Rosa também ressalta que o Brasil possui uma biodiversidade aquática vasta, mas ainda está atrás da China em investimentos e tecnologia no setor. Especialistas acreditam que a colaboração entre os dois países pode beneficiar o desenvolvimento da aquicultura.
