A teoria quântica da informação, que começou a ser desenvolvida na segunda metade do século 20, oferece novas perspectivas para a computação e as comunicações. Os avanços na área são impulsionados por fenômenos da física quântica, como a impossibilidade de cópia e o entrelaçamento.
Esses conceitos desafiam a lógica da física clássica, onde objetos têm existências independentes e as medições não alteram o estado dos sistemas. No entanto, na mecânica quântica, a observação influencia a existência dos objetos, tornando-os inseparáveis do instrumento de medição.
A decoerência, um fenômeno que altera o estado de um sistema quando medido, confere maior segurança às operações computacionais, dificultando a invasão e o vazamento de dados. Essa propriedade é fundamental para a criptografia, que se beneficia de protocolos como o BB84, proposto por Charles Bennett e Gilles Brassard em 1984, para a distribuição de chaves criptográficas.
Entretanto, a teoria quântica também apresenta desafios, como a necessidade de ambientes controlados para a construção de computadores quânticos, que são sensíveis a perturbações. A busca por criptografia pós-quântica se intensifica, uma vez que algoritmos quânticos podem comprometer a segurança de dados atualmente protegidos por chaves polinomiais.
