O Tribunal do Júri de São Paulo absolveu nesta quarta-feira (12) os ex-policiais militares Adriano Campos e Gilberto Rodrigues, acusados de matar Guilherme Silva Guedes, de 15 anos, em junho de 2020 na Zona Sul da capital.
A decisão foi tomada após dois dias de julgamento no Fórum Criminal da Barra Funda. Segundo a denúncia do Ministério Público (MP), os ex-PMs teriam sequestrado, torturado e executado o adolescente, suspeitando que ele teria participado de um furto na região de Americanópolis. O corpo de Guilherme foi encontrado em Diadema, na Grande São Paulo.
Durante o julgamento, os promotores pediram a condenação dos réus por homicídio triplamente qualificado, mas as defesas negaram a participação dos acusados e solicitaram a absolvição por falta de provas. Os jurados reconheceram que Guilherme foi vítima de homicídio, mas não identificaram Gilberto e Adriano como autores do crime.
A decisão gerou indignação entre os familiares de Guilherme, que consideraram o veredicto uma injustiça. A tia do adolescente, Andreza, criticou a defesa dos ex-policiais e afirmou que o jovem não era traficante, como foi sugerido.
Os advogados de defesa afirmaram que a absolvição confirma a inocência de seus clientes, apresentando provas técnicas que, segundo eles, demonstraram que Adriano não cometeu o crime. O MP ainda pode recorrer da decisão.
