A exposição “Resistir É Preciso… Recortes do Antes no Agora”, está em cartaz no Centro MariAntonia da USP e reúne 36 cartazes, periódicos e recortes de jornais que documentam a resistência ao regime militar brasileiro. A mostra, que segue até 28 de fevereiro de 2027, busca inspirar a luta pela democracia nos dias atuais.
Organizada pela professora Maria Ribeiro do Valle, do Centro de Documentação e Memória da Unesp, a exposição enfatiza a importância de relembrar a história da ditadura, que durou de 1964 a 1985. Segundo a curadora, “Precisamos continuar contando essa história porque quem está indo às ruas atualmente para pedir o retorno da ditadura não conhece de fato o que aconteceu naquele período”.
Entre os itens expostos, destaca-se um cartaz de 1975 do Movimento Feminino pela Anistia, que clama por liberdade e foi criado por Therezinha Zerbini. Outro destaque é a edição 16 do jornal EX-, que denunciou a morte do jornalista Vladimir Herzog, assassinado em 1975, e foi censurado por sua linha editorial crítica ao regime.
A exposição também inclui materiais de resistência produzidos fora do Brasil, como o boletim Front Bresilien D’Information, criado por exilados brasileiros na Argélia. A professora Valle ressalta que, mesmo após o fim da ditadura, a luta contra o autoritarismo continua. “Independentemente de estarmos numa ditadura ou não, o Brasil é um País muito autoritário”, afirma.
O Centro MariAntonia, onde a exposição está sendo realizada, é considerado um símbolo de resistência, tendo sido palco de conflitos entre estudantes e forças repressivas durante a ditadura. A entrada é gratuita e a mostra pode ser visitada de terça a domingo, das 10h às 18h.
