Pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, conduziram um estudo que avaliou o impacto da combinação de fertilizante mineral com um aditivo biológico no desenvolvimento do milho. Os experimentos, realizados em casa de vegetação, demonstraram que essa associação melhora o crescimento das plantas, especialmente em solos com rotação de culturas, resultando em aumentos significativos na altura, biomassa e nos teores de fósforo e enxofre.
O estudo, liderado pela bióloga Paloma Barros Dias sob a orientação do professor Fernando Dini Andreote, busca desenvolver práticas agrícolas mais sustentáveis. “Embora os fertilizantes minerais sejam essenciais para a produtividade, seu uso intensivo pode afetar negativamente a biodiversidade microbiana e as funções ecológicas do solo”, destacou a pesquisadora.
Dividido em dois experimentos, o primeiro utilizou solos com diferentes históricos de manejo, como mata nativa e pastagem, para avaliar a resposta das comunidades microbianas ao uso do fertilizante mineral e do aditivo biológico. O segundo experimento aplicou a técnica de “diluição para extinção” em dois solos contrastantes para investigar como a diversidade microbiana influencia a funcionalidade do solo e a resposta das plantas.
Os resultados evidenciaram que solos com manejo conservacionista, como a rotação de culturas, apresentaram maior diversidade microbiana e respostas mais positivas aos tratamentos. A aplicação do fertilizante mineral, em combinação com o aditivo biológico, resultou em melhorias de até 14,5% na biomassa e 7,15% na altura das plantas.
A pesquisa ressalta a importância da biodiversidade microbiana na qualidade dos solos agrícolas e sugere que a eficiência das tecnologias biológicas depende do contexto ecológico do solo. Os achados podem auxiliar empresas do setor de fertilizantes a desenvolver produtos mais eficazes e sustentáveis.
