O aplicativo SofiaFala, desenvolvido pela USP em Ribeirão Preto, lançou uma nova versão que amplia sua compatibilidade com diversos dispositivos e sistemas operacionais. Coordenado pela professora Alessandra Alaniz Macedo, o projeto reúne especialistas em computação e fonoaudiologia e agora oferece novos recursos tanto para pacientes quanto para profissionais da área.
A atualização foi impulsionada pela necessidade de adequar o aplicativo às tecnologias atuais, já que a versão anterior enfrentava problemas de compatibilidade e estava disponível apenas para Android. “O aplicativo anterior sofria de problemas de compatibilização com softwares atuais de suporte”, explica Alessandra.
Desde seu lançamento em 2019, o SofiaFala foi inicialmente voltado para crianças com síndrome de Down, mas a experiência com usuários mostrou que a ferramenta poderia beneficiar um público mais amplo, incluindo crianças com transtorno do espectro autista. A nova versão também introduz um sistema de gamificação para aumentar o engajamento dos usuários durante os exercícios.
A interface foi reformulada para ser mais simples e intuitiva, e novas avaliações estão sendo realizadas para aprimorar a ferramenta com base no feedback dos usuários. Além disso, a nova versão incorpora recursos de inteligência artificial para reconhecimento de expressões faciais e comportamentais.
O aplicativo deve ser utilizado como um complemento ao tratamento fonoaudiológico, com o profissional responsável por avaliar o paciente e prescrever os exercícios. O fonoaudiólogo pode personalizar os treinos e acompanhar o desempenho do paciente durante as atividades.
O grupo de pesquisa também está desenvolvendo novas funcionalidades, como o reconhecimento automático de fonemas e um projeto de extensão, o SofiaFala ECOA, que permite a doação de gravações de áudio e vídeo por pessoas com transtornos da fala para a construção de bancos de dados para pesquisa.
