Na última terça-feira, 18 de agosto, a Escola Politécnica da USP sediou uma solenidade para marcar os 70 anos do Acordo de Cooperação Técnica entre a Universidade de São Paulo e a Marinha do Brasil. O evento destacou a importância da parceria para a inovação e autossuficiência do Brasil, com um painel de debates e o lançamento de uma nova publicação.
O reitor Aluísio Segurado ressaltou os avanços significativos gerados pela colaboração, como a criação do primeiro computador brasileiro, o Patinho Feio, na década de 1970, e o desenvolvimento do ventilador pulmonar Inspire durante a pandemia de covid-19, que resultou na produção de mil equipamentos para 219 cidades em 16 estados.
O comandante da Marinha, Marcos Sampaio Olsen, enfatizou a relevância da cooperação técnica para atender interesses públicos e destacou a necessidade de colaboração contínua entre academia e indústria para enfrentar os desafios tecnológicos futuros.
A diretora do Centro de Coordenação de Estudos da Marinha em São Paulo, Fernanda Leal Benet, explicou que a decisão da Marinha de se associar à USP na década de 1950 foi inovadora, permitindo a formação de engenheiros nucleares e navais no Brasil.
O vice-diretor da Poli, Gilberto Francisco Martha de Souza, também comentou sobre a evolução do curso de Engenharia Naval, que agora inclui tópicos modernos e já formou centenas de mestres e doutores, contribuindo para o desenvolvimento tecnológico do país.
O evento contou com um painel sobre inovação em ambientes complexos e a importância de uma cultura organizacional adaptativa. Além disso, foi lançada uma reedição da obra do almirante Álvaro Alberto, com a inclusão de novos materiais sobre sua contribuição à ciência e tecnologia no Brasil.
Uma escultura comemorativa foi inaugurada no campus, simbolizando as sete décadas de colaboração entre a USP e a Marinha do Brasil.
