O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (20) que, caso Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja reeleito, a equipe econômica planeja um ajuste gradual das contas públicas de cerca de dois pontos do Produto Interno Bruto (PIB).
Representando a campanha de Lula em entrevista à rádio CBN, Durigan destacou que o ‘arcabouço fiscal’ aprovado em 2023 será mantido e que propostas para cortar gastos obrigatórios e aumentar a arrecadação estão em andamento.
Segundo o ministro, a estratégia de ajuste fiscal visa preservar gastos sociais e aumentar investimentos, ao mesmo tempo que busca enfrentar a elevada taxa de juros. No entanto, analistas expressam preocupação com os déficits fiscais recorrentes, que pressionam a taxa de juros e o endividamento público.
Dados da Secretaria do Tesouro Nacional indicam que as contas do governo devem passar de um superávit de 0,5% do PIB em 2022 para um déficit de 0,4% do PIB em 2026. A dívida pública, que já aumentou mais de 10 pontos percentuais no segundo mandato de Lula, é vista como um indicador da capacidade do país de honrar seus compromissos financeiros.
Durigan ressaltou a necessidade de mostrar ao mercado financeiro que o endividamento será controlado e mencionou a aprovação de medidas para reduzir gastos tributários e limitar o crescimento de despesas obrigatórias.
