A fila de espera por benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) caiu para o menor nível em 21 meses, com 1,55 milhão de pedidos pendentes no final de julho, segundo o Ministério da Previdência Social. Apesar dessa redução, muitos cidadãos ainda enfrentam longas esperas, com relatos de até oito meses para receber uma resposta sobre seus pedidos.
José Flávio Costa, de 58 anos, é um dos que aguardam há meses. Ele fez seu pedido de aposentadoria em novembro de 2025 e, enquanto espera, trabalha como motorista de aplicativo para sustentar sua família. “É muito desgastante”, conta ele, que tem mais de 50 anos de trabalho.
Outro relato é de Erika Antônia Bonifácio, de 38 anos, que está sem receber benefícios e salário enquanto espera por uma cirurgia na coluna. Ela já teve seu pedido negado e, após recorrer à Justiça, voltou a receber o benefício, mas foi interrompido novamente. “O benefício é necessário para garantir a renda da família”, afirma.
Maria Delene Oliveira, de 52 anos, também enfrenta dificuldades. Após deixar seu emprego devido a problemas de saúde, ela solicitou um benefício por incapacidade em dezembro do ano passado, mas só conseguiu fazer a perícia sete meses depois, e ainda aguarda o resultado.
Embora a fila tenha diminuído, o número de benefícios negados aumentou significativamente, com cerca de 1 milhão de indeferimentos em junho. O Ministério da Previdência Social informa que é possível recorrer administrativamente em caso de negativa, sem custos, dentro de 30 dias após a decisão.
Para mais informações sobre como consultar pedidos ou recorrer, acesse o aplicativo ou site do Meu INSS.