SANTOS
segunda-feira, 24 de agosto de 2026
SANTOS
Postado emSantos, Vida e Saúde

Encontro orienta profissionais da Educação sobre diabetes tipo 1 em Santos

Encontro orienta profissionais da Educação sobre diabetes tipo 1 em Santos
Encontro orienta profissionais da Educação sobre diabetes tipo 1 em Santos
Publicidade

Profissionais da rede municipal de Educação de Santos participaram do 1º Encontro sobre Educação em Diabetes da Baixada Santista, realizado no Ambulatório de Especialidades Nelson Teixeira (Ambesp-NT), centro de referência em diabetes tipo 1 do SUS na cidade. O evento, apoiado pela Secretaria de Saúde, teve como objetivo capacitar educadores para lidar com os desafios do diagnóstico e do convívio escolar com crianças e adolescentes que convivem com a doença.

A nutricionista Vera Cristina Mendes de Jesus, idealizadora do encontro, compartilhou sua experiência pessoal: “O diagnóstico de diabetes tipo 1 do meu filho, Breno, veio no ano passado, aqui no Ambesp-NT, quando ele estava com 7 anos. Ao receber a notícia, foi como se um buraco se abrisse, gerou um luto. Quando ele retornou para a escola, recebeu acolhimento e carinho. Penso que esse conhecimento não pode ficar somente com ele. A educação em diabetes é libertadora e ajuda a pessoa a ter qualidade de vida a partir do conhecimento de quem está ao redor”.

Durante o encontro, foram abordados temas como características da doença, medição da glicose, cuidados com a insulina, contagem de carboidratos, aspectos psicossociais e saúde bucal. A enfermeira Sandra Teófilo destacou a importância do armazenamento correto da insulina: “A insulina deve ser armazenada na geladeira, mas nunca na porta”. Já a nutricionista Mariana Gonçalves Manetta explicou que os carboidratos “têm maior influência na glicemia” e recomendou uma alimentação equilibrada, com frutas, vegetais, grãos integrais, fibras, proteínas e gorduras de boa qualidade.

A psicóloga Corina Ribeiro alertou para o impacto emocional: “Podem afetar o controle do diabetes, principalmente entre crianças e adolescentes, além de exigir adaptações na rotina após o diagnóstico”. O cirurgião-dentista e gerente do Ambesp-NT, Vinicius Pioli Zanetin, ressaltou que “quando o diabetes está descompensado, há maior risco de problemas como gengivite, periodontite e dificuldade de cicatrização”.

Kátia Ramires, integrante do Programa Saúde na Escola pela Secretaria Municipal de Educação, destacou a importância da integração entre Educação, Saúde e famílias: “Somos uma rede e, quando esse conhecimento chega à Educação, proporciona mais segurança ao nosso trabalho, realizado sempre em parceria com as famílias. Já organizamos formações presenciais sobre diabetes tipo 1 com nossas equipes, em parceria com o Ambesp-NT, e essas informações nos deixam mais seguros para adotar as medidas e os protocolos necessários”.

Atualmente, o Ambesp-NT atende 415 pacientes com diabetes tipo 1, sendo a criança mais jovem com apenas 3 anos. A iniciativa está alinhada ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU de Saúde e Bem-Estar.

📬 Receba as notícias de MT no seu e-mail

Cadastre-se gratuitamente e receba os destaques da semana


    Compartilhar: WhatsApp Facebook X LinkedIn
    📬
    Fique por dentro de São Paulo Receba as principais notícias no seu e-mail, gratuitamente.


      ← Anterior USP recruta voluntários para validar questionário sobre ultraprocessados na infância Próxima → Taubaté instala iluminação de LED nas estradas do Pinheirinho e Caieiras