Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) estão recrutando advogados para participar de um estudo sobre burnout, a síndrome de esgotamento profissional. O objetivo é identificar as dificuldades enfrentadas por esses profissionais no ambiente de trabalho e propor caminhos para promover a saúde mental na categoria.
Os interessados devem responder a um questionário on-line, que aborda atividades profissionais, tipo de instituição em que atuam, jornada semanal e dados sociodemográficos, como idade, gênero, raça e escolaridade. A pesquisa foi desenhada para abranger diferentes áreas e contextos da advocacia.
Ao final, os participantes poderão optar por receber um relatório com sua pontuação individual em comparação com a amostra do estudo. Todas as respostas são confidenciais e os dados pessoais não serão compartilhados.
O estudo é conduzido pela psicóloga e mestranda Paula Akinaga Benites, sob orientação da professora Thais Zerbini, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP. Segundo as pesquisadoras, apesar do aumento de estudos sobre burnout nas últimas décadas, o tema ainda é pouco explorado especificamente entre advogados no Brasil.
No estudo, o burnout é definido como um estado de exaustão relacionado ao trabalho, caracterizado por cansaço extremo, distanciamento e redução da capacidade de regular processos cognitivos e emocionais. A pesquisa também investigará a associação do burnout com outros aspectos psicológicos e características do exercício profissional.