O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), desembargador Encinas Manfré, participou nesta quarta-feira (26) do Seminário Eleitoral 2026, promovido pela Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (Aesp). Na abertura do evento, o magistrado destacou a importância da imprensa profissional no esclarecimento de dúvidas do eleitorado e no fortalecimento da democracia.
Manfré ressaltou que a liberdade de expressão é um valor fundamental e que a atuação da Justiça Eleitoral deve preservar o espaço para o debate e a circulação de ideias. “A Justiça Eleitoral e a imprensa profissional livre têm inúmeros pontos em comum. A imparcialidade é um deles”, afirmou.
Em relação ao desafio da desinformação, o presidente do TRE-SP recomendou que os eleitores adotem uma postura criteriosa diante de informações recebidas, verificando sempre a veracidade do conteúdo. “Fica a recomendação para que quando a eleitora ou o eleitor receber uma informação pela forma digital, que procure checar se se trata de um fato, se é real ou se é uma maquinação tendente a alterar a realidade”, orientou.
A Inteligência Artificial também foi pauta da apresentação. O presidente ressaltou que, embora a tecnologia possa servir como ferramenta de apoio, inclusive para a própria Justiça Eleitoral, “a análise humana continua sendo fundamental”.
O seminário reuniu especialistas para debater temas essenciais do calendário eleitoral, abordando os principais desafios que as emissoras poderão enfrentar durante o pleito. Entre os temas discutidos estavam propaganda eleitoral gratuita, cobertura jornalística, pesquisas eleitorais, condutas vedadas às emissoras, desinformação, IA generativa, deepfakes e organização de debates.
Antes da abertura do seminário, o presidente do TRE-SP concedeu entrevista ao programa “Aesp no Ar”. Na ocasião, detalhou a logística para organizar o pleito em São Paulo, que engloba 645 municípios e um eleitorado de 34,1 milhões de pessoas. Sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas, Manfré enfatizou os mecanismos de proteção existentes e recordou que a tecnologia é consolidada no Brasil há três décadas, sem registro de fraudes comprovadas que tenham alterado a vontade popular.
Ao abordar os desafios do pleito, o desembargador mencionou a preocupação com os índices de abstenção e lançou um apelo à participação democrática: “Um convite a todos: votem. O momento é histórico”, declarou, fazendo ainda um chamamento especial aos jovens e idosos. “A responsabilidade do eleitorado é extrema, então fica o convite para que todos participem”, concluiu.