Pesquisadores do Instituto de Pesca (IP-APTA) explicam a estrutura conhecida como ‘pena’ na lula, que desempenha um papel crucial na sustentação do corpo do animal. Essa estrutura, que não é um osso, é uma concha interna reduzida que se desenvolveu ao longo da evolução dos moluscos.
Fábio Sussel, pesquisador do instituto, destaca que a lula é um molusco ‘univalve’, com uma única estrutura semelhante a uma concha, diferentemente de outros moluscos que possuem duas valvas. ‘De certo modo, podemos falar que é como se fosse a coluna da lula, uma estrutura que dá sustentação ao manto’, explica.
O nome técnico da estrutura é gládio, e sua denominação popular, ‘pena’, remete ao uso da tinta da lula para escrever no passado. Essa característica evolutiva permite que a lula mantenha sua mobilidade e agilidade na água, sem a necessidade de uma concha externa pesada.
Além da ‘pena’, as lulas possuem três corações e sangue azul, devido à hemocianina, uma proteína que substitui a hemoglobina. Embora ainda não exista cultivo comercial de lula, ela é um recurso pesqueiro importante em São Paulo, conforme monitoramento do Instituto de Pesca.
O instituto defende o consumo consciente de proteína aquática, ressaltando a importância da lula na dieta. ‘Monitorar os estoques pesqueiros é fundamental para a manutenção dos mesmos’, afirma Sussel, destacando o papel da pesquisa na promoção do consumo de alimentos nutritivos e saborosos.