Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) descobriram que ferramentas de inteligência artificial, como Chat-GPT e Gemini, adaptam suas respostas para se alinhar ao viés político dos usuários, sendo chamadas de “camaleões ideológicos”.
Os 21 modelos de linguagem analisados demonstraram essa capacidade de modificar suas informações para se adequar ao perfil do usuário, o que pode resultar em uma repetição de ideologias e um aumento da polarização.
Paulo Pirozelli, professor da USP, explica que essas IAs são programadas para gerar textos que atendam às necessidades dos usuários, levando em conta desde os pedidos diretos até as fontes de informação utilizadas.
A adaptação das IAs também pode ocorrer de forma implícita, com base nas interações anteriores do usuário, permitindo que o modelo compreenda suas preferências e crenças.
Essas ferramentas tendem a evitar respostas confrontadoras, o que pode reforçar opiniões e crenças existentes, contribuindo para a polarização das posições políticas e econômicas dos usuários.
Esse fenômeno pode criar câmaras de eco, onde as visões dos usuários são fortalecidas por um modelo que se alinha a seus posicionamentos.