A percussionista baiana Michelle Abu comemora três décadas de dedicação à música, destacando-se em um campo historicamente dominado por homens. Com uma carreira que combina ritmos tradicionais do Nordeste com influências do rock e pop, ela se tornou uma das instrumentistas mais respeitadas do Brasil.
Natural de Salvador, Abu começou sua relação com a música na infância, influenciada pela cultura vibrante de sua cidade natal. “Desde sempre, a gente fazia o tal do sambão”, relembra, referindo-se às celebrações musicais informais que aconteciam em seu bairro.
Após se destacar em sua trajetória musical, incluindo passagens pela Banda Didá, o primeiro grupo feminino afro-percussivo do Brasil, e colaborações com artistas renomados como Elza Soares e Arnaldo Antunes, Abu lançou seu álbum solo, “Qual é o Tambor”. O disco representa uma fusão de estilos e uma celebração de sua identidade artística.
Com letras que abordam temas como empoderamento e cultura afro-brasileira, o álbum foi produzido durante a pandemia e reflete sua maturidade como artista. “Não existe música brasileira sem tambores. Esse álbum é feito para eles”, afirma Abu, que busca sempre inovar e trazer à tona sua essência musical.
