A Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, completando 125 anos, reflete sobre sua trajetória e os desafios futuros. O professor Evaristo Marzabal Neves utiliza a metáfora de uma escada em construção para descrever a evolução da instituição, que começou em 1901 como Escola Agrícola Prática e se transformou em um centro de excelência em várias áreas.
Com a formação de profissionais cada vez mais globalizados, a Esalq se destaca como uma ‘miniUSP dentro da USP’. O foco agora está em como a escola se adaptará até seus 150 anos, em 2051, diante de questões como mudanças climáticas, segurança alimentar e sustentabilidade.
Os pesquisadores da Esalq já estão explorando temas como inteligência artificial, genômica e bioinsumos, que devem ser fundamentais para a produção agrícola do futuro. O professor Flávio Augusto Portela Santos destaca a interconexão entre produtividade e sustentabilidade na produção animal, enquanto o professor Evandro Maia Ferreira enfatiza a importância da biotecnologia e transformação digital.
Além disso, a necessidade de diversificação dos sistemas produtivos é apontada como essencial para enfrentar eventos climáticos extremos, conforme o professor José Belasque Júnior. A integração entre lavoura, pecuária e floresta é uma das soluções sugeridas.
Os desafios não são apenas técnicos, mas também sociais. O professor Paulo Eduardo Moruzzi Marques defende que a pesquisa da Esalq deve focar em agricultura familiar e agroecologia, promovendo um desenvolvimento sustentável mais inclusivo.
A Esalq também busca fortalecer parcerias internacionais e interdisciplinares, conforme a professora Carla Bittar. A ex-aluna Elaine Mendonça Bernardes espera que a escola continue liderando a inovação e a discussão sobre ciência e tecnologia no Brasil.
Com isso, a Esalq se prepara para formar profissionais que enfrentarão um cenário agrícola em constante transformação, onde a colaboração entre áreas e instituições será crucial.