A produção de biocombustíveis no Brasil pode avançar sem competir com a agricultura, segundo David Tsai, engenheiro químico e gerente de projetos do Instituto de Energia e Meio Ambiente. Ele destaca que o país, um dos maiores produtores de etanol e biodiesel, possui 100 milhões de hectares de pastagens degradadas que podem ser recuperadas para a bioenergia.
Tsai alerta que a expansão desordenada e a monocultura podem gerar conflitos entre a produção de biocombustíveis e alimentos. No entanto, soluções como aumento da produtividade, uso de áreas degradadas e sistemas integrados de produção podem mitigar esses riscos.
Entre as estratégias sugeridas estão a recuperação de pastagens, o plantio direto e o uso de resíduos para biocombustíveis avançados. Ele também menciona a importância de combustíveis de segunda geração e políticas públicas que promovam a segurança alimentar e a conservação ambiental.
