A Meta, empresa responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, firmou um acordo com a maioria dos Estados americanos que impõe restrições ao uso de suas plataformas por crianças e adolescentes. O compromisso surge após acusações de que a empresa desenvolveu mecanismos que incentivam o uso compulsivo das redes sociais e escondeu informações sobre os efeitos na saúde mental dos jovens.
Entre as novas regras estão um limite de duas horas diárias para usuários menores de 18 anos, bloqueio das plataformas entre meia-noite e 6h da manhã, suspensão de notificações durante o horário escolar, fim da contagem pública de curtidas em postagens de adolescentes e a proibição de filtros que imitam cirurgias plásticas.
Embora considerado um avanço, o acordo possui limitações, uma vez que adolescentes podem contornar a verificação de idade e as medidas não alteram a cultura das empresas de tecnologia. Além disso, o acordo se aplica apenas à Meta nos Estados Unidos, excluindo plataformas como TikTok, YouTube e Snapchat.
No Brasil, a discussão sobre proteção de crianças e adolescentes no ambiente virtual se intensifica com o ECA Digital, que exige ações efetivas das plataformas. Especialistas acreditam que o País deve avançar na regulamentação e na implementação de mecanismos de proteção. O acordo americano destaca a necessidade de uma ação internacional que responsabilize as empresas e garanta segurança digital para jovens em todo o mundo.