O desinteresse da indústria farmacêutica pela produção de medicamentos para doenças raras impacta diretamente os portadores de condições de baixa prevalência, afetando a saúde visual.
As doenças órfãs, que possuem uma prevalência inferior a cinco casos a cada 10 mil pessoas, necessitam de drogas específicas para seu tratamento. No entanto, a falta de viabilidade comercial para esses medicamentos resulta em uma escassez no mercado.
Pacientes com distrofias retinianas hereditárias e infecções graves de córnea enfrentam dificuldades, já que os tratamentos eficazes não estão disponíveis nas farmácias convencionais. Essa situação coloca em risco a saúde visual de populações vulneráveis.
Para contornar essa falta de medicamentos, os pacientes dependem de incentivos governamentais, farmácias de manipulação e laboratórios públicos.
A coluna Fique de Olho, apresentada pelo professor Eduardo Rocha, é transmitida quinzenalmente às quartas-feiras, às 8h30, na Rádio USP, com produção da Rádio USP, Jornal da USP e TV USP.