A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma proposta de delação premiada do empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”, proprietário da Entre Investimentos e Participações.
Investigadores afirmam que a empresa de Freixo Júnior foi utilizada como intermediária para repassar valores destinados à produção do filme “Dark Horse”, que retrata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Além disso, ele teria a responsabilidade de buscar moeda para possibilitar pagamentos em dinheiro vivo.
A Entre Investimentos integra o grupo Entrepay, que foi liquidado em março deste ano pelo Banco Central devido a irregularidades financeiras e prejuízos que poderiam expor credores a riscos elevados.
O acordo de delação foi firmado no mesmo dia em que João Carlos Mansur, proprietário da gestora Reag, também assinou um acordo de colaboração com a PGR. Ambas as propostas foram encaminhadas ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso no STF, e aguardam homologação.
Em maio, foi reportado que a Entre Investimentos recebeu R$ 159,2 milhões de fundos investigados pela Polícia Federal por envolvimento em fraudes relacionadas ao Banco Master. No entanto, não há informações sobre quanto desse montante foi destinado ao financiamento do filme.
Recentemente, a imprensa revelou que Daniel Vorcaro, ex-banqueiro, fez um repasse adicional de US$ 1,6 milhão para “Dark Horse” em setembro de 2025, após cobranças do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre parcelas atrasadas. Os recursos eram enviados ao Havengate Development Fund, que administrava os pagamentos à Go Up Entertainment, produtora do filme.