O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, anunciou nesta quinta-feira (3) sua saída da sociedade do Instituto Iter, fundado em 2024 e voltado para atividades educacionais.
Em nota, Mendonça informou que cederá todas as suas cotas e as da esposa, “sem qualquer contrapartida financeira”. Ele destacou que nunca obteve lucro com a entidade.
De acordo com o comunicado, as cotas e valores correspondentes serão destinados a finalidades sociais e educacionais. O Instituto Iter será transformado em uma entidade sem fins lucrativos.
A decisão foi tomada na quarta-feira (2) durante uma conversa entre Mendonça e o presidente do instituto, Victor Godoy. O ministro continuará vinculado à instituição apenas em atividades acadêmicas.
Recentemente, o Instituto Iter foi alvo de reportagens que levantaram questionamentos sobre sua atuação e contratos com órgãos públicos. Mendonça, que é um dos fundadores do instituto, passará a atuar como professor após sua saída do quadro societário.
Em fevereiro deste ano, Mendonça mencionou em uma pregação sua intenção de fazer mudanças na entidade, afirmando que sua parte no Instituto Iter seria uma “consagração de um altar a Deus”.