sexta-feira, 04 de setembro de 2026
Postado emSão Paulo, Tecnologia

Marisa Midori alerta sobre destruição de livros para IA

Marisa Midori alerta sobre destruição de livros para IA
Marisa Midori alerta sobre destruição de livros para IA
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A professora Marisa Midori, em sua coluna semanal, destacou os riscos associados à destruição de livros raros para o desenvolvimento de inteligência artificial. Segundo ela, essa prática está ligada ao Projeto Panamá, que visa ensinar chatbots a escrever melhor, utilizando obras que não estão disponíveis online.

Midori citou a frase do escritor Heinrich Heine: ‘Foi apenas um prelúdio; onde se queimam livros, acaba-se queimando pessoas’, para enfatizar a gravidade da situação. Ela explicou que, para acelerar a digitalização, as lombadas de muitos livros estão sendo destruídas, o que pode danificar ou até mesmo descartar obras valiosas.

A colunista ressaltou que muitos desses livros são considerados patrimônio nacional, e sua destruição configura crime contra o patrimônio público e direitos autorais. ‘Estamos tratando de obras raras, e a digitalização muitas vezes é feita sem respeitar os autores’, afirmou.

Midori também alertou sobre a importância de preservar a história dos livros e a capacidade crítica da sociedade, que não deve delegar sua imaginação a máquinas. ‘A destruição de livros para alimentar programas de IA revela muito de uma sociedade que precisa lutar por sua autonomia intelectual’, concluiu.

A coluna Bibliomania vai ao ar quinzenalmente às sextas-feiras, às 9h00, na Rádio USP.

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