De acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), 127 milhões de toneladas de alimentos são desperdiçadas anualmente na América Latina, com o Brasil ocupando a 10ª posição no ranking mundial de desperdício. Estima-se que cerca de 30% dos alimentos produzidos no Brasil, o que equivale a aproximadamente 46 milhões de toneladas por ano, sejam jogados fora, resultando em uma perda econômica de R$ 61,3 bilhões.
A nutricionista Patrícia Campos Ferraz enfatiza a importância de distinguir entre perda e desperdício de alimentos. “A perda ocorre durante a produção e transporte, enquanto o desperdício se refere ao que é descartado em casa, mesmo ainda sendo consumível”, explica.
Para combater o desperdício, pequenas mudanças nos hábitos alimentares são fundamentais. Planejar as compras, observar o que já se tem em casa e armazenar os alimentos corretamente são algumas das práticas recomendadas. “É necessário mudar a maneira como compramos, armazenamos e cozinhamos”, ressalta Patrícia.
Aproveitar partes dos alimentos que normalmente são descartadas, como cascas, talos e folhas, também é uma estratégia eficaz. Essas partes podem ser utilizadas em diversas receitas, contribuindo para uma alimentação mais consciente e nutritiva.
Além disso, frutas maduras que não são mais atrativas para o consumo in natura podem ser utilizadas em vitaminas ou congeladas. É essencial saber diferenciar entre maturação e deterioração para evitar o descarte desnecessário.
As sobras das refeições, se armazenadas corretamente, podem ser transformadas em novos pratos. O congelamento é uma ferramenta útil para conservar alimentos e evitar o desperdício, mas deve ser feito com atenção à segurança alimentar.
Reduzir o desperdício de alimentos requer mudanças de hábitos simples, como planejar compras e reaproveitar sobras. Essas ações não apenas geram economia, mas também contribuem para um consumo mais sustentável.
