domingo, 06 de setembro de 2026
Postado emSão Paulo, Vida e Saúde

Estudo revela como genética pode prever gravidade da depressão em jovens

Estudo revela como genética pode prever gravidade da depressão em jovens
Estudo revela como genética pode prever gravidade da depressão em jovens
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Uma pesquisa com mais de 2 mil crianças e jovens de São Paulo e Porto Alegre indicou que ferramentas de mapeamento genético podem identificar indivíduos com maior vulnerabilidade à depressão. O estudo, realizado por cientistas do Centro de Pesquisa e Inovação em Saúde Mental (CISM), mostrou que aqueles com maior pontuação em um escore genético tendem a apresentar um agravamento mais rápido dos sintomas ao longo dos anos.

Além disso, jovens diagnosticados com transtorno depressivo maior (TDM) mostraram maior suscetibilidade à autolesão não suicida, que envolve danos intencionais ao próprio corpo sem intenção de morte. Os resultados foram publicados na revista Biological Psychiatry e destacam a importância desse marcador preditivo em populações brasileiras, que são altamente miscigenadas.

O psiquiatra Marcelo Brañas, coautor do estudo, explica que a pesquisa buscou entender se o risco genético para depressão não apenas inicia o transtorno, mas também influencia a evolução dos sintomas. O estudo avaliou 2.163 jovens, com idades entre 6 e 23 anos, em três fases do desenvolvimento, como parte da Coorte Brasileira de Alto Risco para Condições Mentais (BHRC).

Os dados sugerem que a genética desempenha um papel ativo na evolução clínica da depressão. No entanto, os pesquisadores ressaltam que esses dados devem ser integrados a informações clínicas e ambientais para permitir predições individuais no futuro. A descoberta abre caminho para estratégias de monitoramento e intervenção psiquiátrica precoce.

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