O Estado de São Paulo registrou 58.906 casos e 42 óbitos por dengue em 2026, tornando a informação uma ferramenta crucial no combate à doença. Além da dengue, outras arboviroses como chikungunya e Zika também merecem atenção e geram dúvidas na população.
Entre os mitos, destaca-se a ideia de que quem já teve dengue não pode contrair a doença novamente. Isso é falso, pois existem quatro sorotipos do vírus, e a infecção anterior não garante imunidade contra os outros. Outro mito é que a dengue é transmitida de pessoa para pessoa; na verdade, a transmissão ocorre principalmente pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti.
É comum acreditar que o Aedes aegypti só pica durante o dia, mas o mosquito também pode picar à noite. Além disso, mesmo em temperaturas mais frias, o risco de dengue persiste, já que os ovos do mosquito podem sobreviver por meses em ambientes adversos.
A automedicação é outro ponto crítico; medicamentos como ácido acetilsalicílico (AAS) podem aumentar o risco de sangramentos. Em caso de suspeita de dengue, é fundamental procurar um serviço de saúde.
Os sintomas da dengue incluem febre alta, dor no corpo e atrás dos olhos, enquanto a chikungunya se destaca por dores intensas nas articulações. A Zika, por sua vez, pode ser transmitida sexualmente e da gestante para o feto, exigindo cuidados especiais durante a gravidez.
A prevenção continua sendo a melhor estratégia, com a eliminação de água parada sendo fundamental para interromper o ciclo de reprodução do mosquito. O portal Dengue 100 Dúvidas, do Governo de São Paulo, oferece informações sobre as principais perguntas relacionadas às arboviroses, acessível em www.dengue100duvidas.sp.gov.br.