PIRACICABA
quarta-feira, 07 de outubro de 2026
PIRACICABA
Postado emPiracicaba

Audiência pública discute proposta para gestão de imóveis em Piracicaba

Audiência pública discute proposta para gestão de imóveis em Piracicaba
Audiência pública discute proposta para gestão de imóveis em Piracicaba
Publicidade

A proposta de mudança na destinação de algumas áreas institucionais de Piracicaba foi discutida em audiência pública realizada hoje, 21/09, no Centro Cívico. A discussão faz parte de um novo Projeto de Lei do Executivo, que autoriza o município a desafetar áreas institucionais específicas para posterior alienação (venda), além de revogar a Lei Complementar nº 193/2006.

A medida foca exclusivamente em áreas de uso comum que, após avaliação administrativa, não se mostram necessários à prestação de serviços e execução de políticas públicas municipais.

O principal objetivo da proposta é promover uma gestão patrimonial mais eficiente, racional e responsável. Atualmente, a manutenção de terrenos públicos sem destinação gera despesas contínuas ao município com vigilância, conservação, seguros e encargos administrativos.

Agora, o PL segue para apreciação do Conselho da Cidade; se aprovado, será protocolado para votação na Câmara Municipal. Com a aprovação da lei, o Executivo poderá converter esses ativos ociosos em recursos financeiros.

PLANEJAMENTO – A Administração Municipal destacou que a iniciativa não se deu de forma isolada ou exclusivamente sob a ótica de sua utilização atual. O Município avaliou o conjunto das áreas públicas disponíveis, considerando a distribuição pelas regiões Norte, Sul, Leste e Oeste, de modo a verificar a disponibilidade e a suficiência de imóveis para o atendimento das necessidades presentes e futuras da Administração Pública. O planejamento urbano também levou em conta as novas áreas que serão incorporadas ao município por meio de loteamentos privados que já estão em fase de aprovação.

Juridicamente, o projeto se ampara na autonomia constitucional do município para o ordenamento territorial, chancelada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento da ADI nº 6.602, que garantiu às Prefeituras o poder de decidir sobre a destinação de suas áreas urbanas.

O processo seguirá as exigências da Lei Federal nº 14.133/2021 (Nova Lei de Licitações) e da Lei Orgânica do Município. Isso significa que os imóveis só serão efetivamente vendidos após a comprovação de sua total disponibilidade jurídica, exigindo avaliação prévia individualizada de cada propriedade e concorrência pública na modalidade leilão.

DESTINAÇÃO DOS RECURSOS – Os valores arrecadados com os leilões serão incorporados ao Orçamento Municipal como receita pública e poderão ser usados para aquisição de novos imóveis de interesse público e atendimento de finalidades e investimentos previdenciários do município.

O encontro aconteceu no 5º andar do Centro Cívico e foi coordenado pela secretaria de Habitação e Regularização Fundiária; contou ainda com a presença de secretários municipais.

Compartilhar: WhatsApp Facebook X LinkedIn
📬
Fique por dentro de São Paulo Receba as principais notícias no seu e-mail, gratuitamente.


    ← Anterior Cursos profissionalizantes gratuitos com inscrições abertas na Grande São Paulo Próxima → Sebrae-SP abre estágio em Presidente Prudente com bolsa de R$ 2,2 mil