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quarta-feira, 07 de outubro de 2026
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Casa de Dona Yayá recebe visita sobre memória negra do Bixiga

Casa de Dona Yayá recebe visita sobre memória negra do Bixiga
Casa de Dona Yayá recebe visita sobre memória negra do Bixiga
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Integrantes do coletivo Mobiliza Saracura Vai-Vai e do Departamento Cultural da Escola de Samba Vai-Vai estarão na Casa de Dona Yayá neste domingo, dia 27, às 11 horas, para realizar uma visita mediada sobre a exposição Imagens em Patrimônio: Bixiga / Quilombo do Saracura Vai-Vai: legado, vivência e reXistência. A exposição retrata a diversidade cultural do Bixiga e destaca a descoberta do sítio arqueológico Saracura nas obras da Linha 6-Laranja do metrô.

A visita vai destacar os achados e a vivência de aquilombamento da Escola de Samba Vai-Vai no bairro antes da chegada do metrô, bem como a luta pela permanência desse território negro, articulando passado, presente e futuro.

Os convidados são Luciana Araújo, Fernanda Araújo e Solange Sant’Aana (Mobiliza Saracura Vai-Vai); Lucas Mendes e Marília Belmonte (Depto Cultural Vai-Vai) e Jorginho Saracura (Velha Guarda Vai-Vai).

A participação é gratuita, com inscrições pelo e-mail [email protected].

O ponto de partida é a mostra dos trabalhos vencedores do concurso fotográfico realizado pelo Centro de Preservação Cultural da USP em 2025, cujo resultado revela as muitas faces e memórias do Bixiga por meio do registro de lugares, celebrações, formas de expressão, saberes e práticas que dão uma dimensão do que é esse território tão rico em referências culturais. Daí segue a abordagem sobre o antigo Quilombo Saracura e o sítio arqueológico, a religiosidade afro-brasileira no Bixiga e a Escola de Samba Vai-Vai, os processos urbanos de expulsão e resistência no bairro.

A exposição traz réplicas de objetos encontrados nas escavações e depoimentos em vídeo de 28 personalidades fundamentais na história do legado e presença negra no território e retratos que ocupam o solário da Casa de Dona Yayá. São documentados, por exemplo, integrantes da Velha Guarda da Escola de Samba Vai-Vai, como Cidinha, filha de Dona Iracema, cofundadora da agremiação, Fernando Penteado e Jorginho Saracura, bem como o Mestre Tadeu, que comanda a bateria da escola há mais de 50 anos.

A mostra pretende contribuir para a visibilidade da presença negra do bairro e sua fundamental importância na construção histórica e cultural de São Paulo e do País e a visita mediada é uma oportunidade para o público ter contato com pessoas que estão diretamente envolvidas no esforço de reconhecimento da presença negra no território do Bixiga e reforça a parceria entre a Universidade e a sociedade.

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