Integrantes do coletivo Mobiliza Saracura Vai-Vai e do Departamento Cultural da Escola de Samba Vai-Vai estarão na Casa de Dona Yayá neste domingo, dia 27, às 11 horas, para realizar uma visita mediada sobre a exposição Imagens em Patrimônio: Bixiga / Quilombo do Saracura Vai-Vai: legado, vivência e reXistência. A exposição retrata a diversidade cultural do Bixiga e destaca a descoberta do sítio arqueológico Saracura nas obras da Linha 6-Laranja do metrô.
A visita vai destacar os achados e a vivência de aquilombamento da Escola de Samba Vai-Vai no bairro antes da chegada do metrô, bem como a luta pela permanência desse território negro, articulando passado, presente e futuro.
Os convidados são Luciana Araújo, Fernanda Araújo e Solange Sant’Aana (Mobiliza Saracura Vai-Vai); Lucas Mendes e Marília Belmonte (Depto Cultural Vai-Vai) e Jorginho Saracura (Velha Guarda Vai-Vai).
A participação é gratuita, com inscrições pelo e-mail [email protected].
O ponto de partida é a mostra dos trabalhos vencedores do concurso fotográfico realizado pelo Centro de Preservação Cultural da USP em 2025, cujo resultado revela as muitas faces e memórias do Bixiga por meio do registro de lugares, celebrações, formas de expressão, saberes e práticas que dão uma dimensão do que é esse território tão rico em referências culturais. Daí segue a abordagem sobre o antigo Quilombo Saracura e o sítio arqueológico, a religiosidade afro-brasileira no Bixiga e a Escola de Samba Vai-Vai, os processos urbanos de expulsão e resistência no bairro.
A exposição traz réplicas de objetos encontrados nas escavações e depoimentos em vídeo de 28 personalidades fundamentais na história do legado e presença negra no território e retratos que ocupam o solário da Casa de Dona Yayá. São documentados, por exemplo, integrantes da Velha Guarda da Escola de Samba Vai-Vai, como Cidinha, filha de Dona Iracema, cofundadora da agremiação, Fernando Penteado e Jorginho Saracura, bem como o Mestre Tadeu, que comanda a bateria da escola há mais de 50 anos.
A mostra pretende contribuir para a visibilidade da presença negra do bairro e sua fundamental importância na construção histórica e cultural de São Paulo e do País e a visita mediada é uma oportunidade para o público ter contato com pessoas que estão diretamente envolvidas no esforço de reconhecimento da presença negra no território do Bixiga e reforça a parceria entre a Universidade e a sociedade.
