quarta-feira, 07 de outubro de 2026
Postado emSão Paulo, Vida e Saúde

Células imunológicas raras podem explicar longevidade de supercentenários

Células imunológicas raras podem explicar longevidade de supercentenários
Células imunológicas raras podem explicar longevidade de supercentenários
Publicidade

Uma pesquisa realizada por cientistas japoneses revelou que pessoas com 110 anos ou mais possuem um tipo raro de célula imunológica, os linfócitos T citotóxicos CD4-CLTs, que podem combater o câncer. O estudo foi publicado na revista Cell Reports.

Com a participação de 28 indivíduos dessa faixa etária no Japão, a pesquisa sugere que esses linfócitos são encontrados durante infecções virais e têm evidências de que podem destruir células cancerosas, como as do câncer de pulmão e melanoma. Mayana Zatz, diretora do Centro de Estudos do Genoma Humano e Células-Tronco (CEGH-CEL) da USP, destacou a importância desses achados.

Mayana também observou que o número de centenários vem aumentando e que, até 2050, a previsão é que haja 1,3 milhão de centenários no mundo. No entanto, o número de supercentenários, aqueles com mais de 110 anos, ainda é reduzido.

A pesquisa chamou a atenção da revista Nature News, que entrou em contato com Mayana para saber sobre estudos semelhantes em andamento no CEGH-CEL. “Ficamos muito felizes de ter nossas pesquisas reconhecidas internacionalmente”, afirmou.

Ela ressaltou que investigações como essa podem ajudar a compreender como essas pessoas mantêm a saúde em idades tão avançadas, mesmo com o declínio do sistema imunológico. O estudo sugere que o sistema imunológico pode continuar a se adaptar após os 100 anos.

A coluna Decodificando o DNA, com a professora Mayana Zatz, vai ao ar quinzenalmente, às quintas-feiras, na Rádio USP.

Compartilhar: WhatsApp Facebook X LinkedIn
📬
Fique por dentro de São Paulo Receba as principais notícias no seu e-mail, gratuitamente.


    ← Anterior Professor analisa embaçamento global e transformações contemporâneas Próxima → Produção de café no Brasil deve atingir 67,6 milhões de sacas em 2026