Um grupo internacional de pesquisadores, incluindo cientistas do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP, testou 18 novas moléculas sintéticas contra o parasita da malária. Em experimentos com animais, uma das substâncias, chamada 2d, eliminou completamente o parasita da circulação sanguínea sem gerar resistência ao tratamento.
Outra molécula promissora, identificada como 5d, atua reduzindo a produção de energia do parasita, limitando sua sobrevivência. Os resultados foram publicados na revista ACS Infectious Diseases e representam um avanço significativo no desenvolvimento de novos medicamentos contra a malária.
O professor Rafael Victório Carvalho Guido, do IFSC, destacou que a malária continua a ser uma das doenças mais letais do mundo, com milhões de casos e mortes, especialmente entre crianças. O tratamento atual baseia-se em terapias combinadas, mas a resistência dos parasitas é uma preocupação crescente.
A pesquisa focou na modificação de compostos conhecidos, como a pironaridina, para criar novas moléculas mais eficazes. Os testes mostraram que o composto 2d é capaz de eliminar parasitas de amostras coletadas de pacientes na Amazônia, demonstrando sua eficácia.
Os pesquisadores ressaltam a importância de continuar o desenvolvimento dessas moléculas, que envolve várias etapas, desde a otimização farmacêutica até ensaios clínicos em humanos, para garantir a segurança e eficácia dos novos tratamentos.
