O governo federal anunciou nesta terça-feira (6) que solicitou o bloqueio de 13.241 sites de apostas ilegais desde que a prática foi proibida no Brasil em 25 de setembro. Além dos sites, foram pedidos a remoção de perfis e páginas em redes sociais.
No primeiro dia sem operação das plataformas autorizadas, cerca de R$ 1,325 bilhão aguardam devolução a aproximadamente 26,5 milhões de apostadores. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou que a medida resulta em uma alteração significativa no fluxo financeiro das famílias.
Durigan afirmou que, anteriormente, entre R$ 600 milhões e R$ 650 milhões por dia saíam da poupança popular para as apostas. Com a proibição, esse dinheiro deve permanecer nas famílias. Até o momento, apenas um dos 188 sites autorizados continuava em funcionamento, e o bloqueio dessa plataforma também foi solicitado.
O governo registrou uma média de 1.103 pedidos de bloqueio por dia desde o início da proibição. Além disso, as ações visam remover conteúdos relacionados a apostas ilegais que atingem mais de 17 milhões de usuários.
A devolução dos saldos pendentes está em andamento, com um prazo para que as empresas informem os valores remanescentes até quarta-feira (7). Durigan ressaltou que 1% dos apostadores concentra 80% dos saldos a serem devolvidos, enquanto 3,4% detêm 90% dos recursos.
O governo também investiga contas com valores elevados, com cerca de 40 contas apresentando saldos superiores a R$ 500 mil ou R$ 1 milhão, em busca de possíveis atividades ilícitas.