sexta-feira, 16 de outubro de 2026
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Estudo investiga relações entre ancestralidade africana e dança contemporânea

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Estudo investiga relações entre ancestralidade africana e dança contemporânea
Estudo investiga relações entre ancestralidade africana e dança contemporânea

O bailarino e pesquisador Carlos Kiss desenvolveu uma pesquisa que explora as matrizes culturais da civilização BaNtu e suas conexões com a dança negra contemporânea no Brasil. O trabalho, que abrange cerca de 30 anos de trajetória artística e acadêmica, resultou no livro “Nos Passos da Dança Negra da Civilização BaNtu – Do Tradicional ao Contemporâneo”, publicado este ano pela Editora Appris.

Kiss explica que o termo BaNtu representa uma civilização que abrange diversos povos da África Central e Austral, como Angola e Moçambique. Ele destaca a importância da ancestralidade, que se manifesta na dança como uma forma de preservar histórias e conhecimentos. “Essa civilização já carrega essa concepção de uma energia que se expandiu e criou tudo que existe”, afirma.

A pesquisa de Kiss também aborda a chegada dos africanos escravizados ao Brasil e a reconstrução de identidades. Ele observa que muitas danças contemporâneas, como o “passinho”, têm raízes em expressões africanas, como a Pantsula, que surgiu na África do Sul durante o apartheid.

Além de sua pesquisa acadêmica, Kiss mantém o Ponto de Cultura Espaço Arte Africana em Campinas, onde promove aulas de dança e teatro negro, buscando dar protagonismo à população negra na construção de sua história. Em novembro, sua companhia, Carlkiss Dance Companhia de Dança Negra Contemporânea, apresentará um espetáculo no Centro de Convivência Cultural de Campinas.

O Museu de Arte Africana Isabel da Cunha Soares, também fundado por Kiss, abriga uma coleção de artefatos africanos e recebe visitas de estudantes e organizações sociais, promovendo a educação e a valorização da cultura negra.

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