A desinformação científica nas redes sociais é impulsionada por algoritmos que priorizam conteúdos emocionais, como medo e indignação. O especialista Luli Radfahrer explica que mensagens simplistas e sensacionalistas geram mais engajamento do que informações científicas, que demandam explicações mais complexas.
Temas como vacinas, mudanças climáticas e tratamentos alternativos são particularmente afetados pela disseminação de informações falsas. O efeito da familiaridade pode reforçar a memorização de informações incorretas, mesmo quando estas são desmentidas.
Radfahrer aponta que os algoritmos das plataformas digitais favorecem conteúdos que mantêm os usuários conectados, sem considerar a veracidade das informações. Para mitigar esse problema, ele sugere a regulamentação das redes sociais, identificação de conteúdos verificados e parcerias com instituições científicas para checagem rápida de fatos.
Além disso, o especialista enfatiza a necessidade de responsabilizar aqueles que divulgam informações, promovendo uma sociedade mais consciente e responsável.
A coluna Datacracia, com Luli Radfahrer, é transmitida quinzenalmente às sextas-feiras, às 8h, pela Rádio USP.