Pesquisas eleitorais buscam estimar as preferências da população no momento da coleta de dados, mas não garantem a previsão dos resultados finais. Segundo Kleber Carrilho, pesquisador da Universidade de Helsinque, uma pesquisa realizada duas semanas antes da eleição pode não refletir os resultados das urnas, já que opiniões podem mudar e fatores externos influenciam as decisões dos eleitores.
As pesquisas são realizadas com amostras de eleitores e a margem de erro ajuda a compreender a incerteza envolvida. No entanto, essa margem não abrange todas as variáveis que podem afetar os resultados, como a dificuldade de alcançar certos grupos ou a formulação das perguntas. Por isso, é recomendável analisar várias pesquisas para obter uma visão mais precisa.
Os agregadores de dados combinam diferentes pesquisas para oferecer uma estimativa mais estável da opinião pública, atribuindo pesos variados a cada pesquisa com base em sua relevância e metodologia. Isso permite separar mudanças reais de flutuações estatísticas.
Modelos de previsão eleitoral, por sua vez, utilizam informações disponíveis para estimar possíveis resultados no dia da eleição, levando em conta variáveis como resultados anteriores e condições econômicas. Contudo, esses modelos não podem garantir resultados, pois dependem de padrões históricos que podem não se aplicar em contextos políticos diferentes.
Assim, os modelos de previsão devem trabalhar com incertezas, apresentando distribuições de resultados possíveis em vez de números exatos. A complexidade do comportamento humano e a inevitável indecisão tornam impossível prever com total certeza os resultados eleitorais.