quarta-feira, 21 de outubro de 2026
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Relatório aponta que 87% de conteúdos virais sobre saúde são falsos

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Relatório aponta que 87% de conteúdos virais sobre saúde são falsos
Relatório aponta que 87% de conteúdos virais sobre saúde são falsos

A Agência Lupa, pioneira em checagem de informações no Brasil, divulgou um relatório alarmante que revela que 87,3% dos conteúdos virais sobre saúde, analisados entre março de 2017 e junho deste ano, eram falsos. A amostra incluiu 764 materiais, dos quais 667 foram considerados inverídicos.

O estudo, intitulado Raio-X da Desinformação em Saúde, contou com o apoio da Afya, um dos maiores grupos de ensino médico do Brasil. Em média, foram identificadas quase 72 falsidades virais por ano, o que equivale a seis casos mensais.

A disseminação de informações falsas aumentou significativamente durante a pandemia, com a Lupa checando cerca de dez vezes mais conteúdos sobre saúde em 2020 e 2021 do que nos três anos anteriores. As mentiras se espalharam rapidamente, muitas vezes associadas a falsas autoridades que prometiam curas simples para problemas complexos.

“Um dos maiores desafios da desinformação em saúde é que ela se apropria da linguagem e da autoridade de médicos e instituições”, destacou Cristina Tardáguila, fundadora da Agência Lupa. As táticas mais comuns de desinformação incluem o uso de falsas autoridades médicas (21,6%) e linguagem alarmista (17%).

Os dados mostram que os temas mais recorrentes nas checagens da Lupa foram covid-19 (61%), tratamentos e prevenção (34%) e nutrição (24%). A desinformação sobre vacinas, por exemplo, aumentou de 9,1% antes da pandemia para 38,9% entre 2022 e 2024.

O WhatsApp foi identificado como a plataforma mais associada à circulação de desinformação em saúde, com mais de 70% dos conteúdos analisados originando-se desse aplicativo. A Lupa ressalta a importância de verificar informações e oferece um canal próprio para pedidos de checagem.

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