O zolpidem, medicamento indicado para o tratamento da insônia, requer atenção redobrada durante seu uso, especialmente em tratamentos de curto prazo. Embora seja eficaz para ajudar a iniciar o sono, o fármaco pode causar efeitos colaterais e comportamentos incomuns durante a noite.
Segundo o professor Alan Luiz Eckeli, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, o zolpidem é recomendado para insônia aguda, devendo ser utilizado por períodos de até quatro semanas. O uso prolongado pode aumentar o risco de dependência e efeitos adversos, como sonolência residual e alterações de memória.
Um dos principais riscos associados ao zolpidem é a ocorrência de comportamentos complexos durante o sono, como sonambulismo e ações automáticas, das quais o paciente não se lembra. O professor Eckeli alerta que, em casos extremos, esses episódios podem levar a acidentes e comportamentos inadequados.
Além do tratamento medicamentoso, abordagens não farmacológicas, como a terapia cognitivo-comportamental para insônia (TCC-I), têm se mostrado eficazes, especialmente para insônia crônica. Essa terapia foca na reorganização de hábitos e na redução da ansiedade relacionada ao sono.
O professor também menciona a terapia de aceitação e compromisso como uma alternativa para ajudar a lidar com a insônia, promovendo uma relação menos angustiante com o sono.
