A retórica argumentativa, conforme discutido por filósofos da antiguidade, é uma ferramenta poderosa que pode ser utilizada tanto para a verdade quanto para a mentira. O ouvinte, frequentemente desavisado, pode ser seduzido pela forma e pela técnica de persuasão, independentemente da veracidade dos argumentos apresentados.
No contexto atual das redes sociais, a atuação dos oradores é questionada. Muitas vezes, eles esclarecem, mas também confundem, levando o ouvinte a optar por escutar a si mesmo em meio a um mar de informações.
As linguagens de hoje vão além da palavra falada, incluindo elementos visuais, musicais e teatrais, o que pode criar uma desconexão entre o conteúdo verbal e as expressões corporais. A política e a ciência ainda utilizam a retórica argumentativa, mas a comunicação contemporânea tende a favorecer a linguagem visual e simplificada.
Os indivíduos da era digital utilizam múltiplas linguagens simultaneamente, desvalorizando o argumento tradicional e priorizando a emoção. A razão, que exige atenção e análise, é frequentemente evitada em favor de uma comunicação mais imediata e visual.
A política, enquanto arte da representação, se transforma na era virtual, onde a ilusão se sobrepõe à realidade. A narrativa, por sua vez, emerge como uma alternativa viável, permitindo uma comunicação mais pessoal e reflexiva.
Com a morte da retórica argumentativa, surge a possibilidade de uma nova forma de comunicação: a narrativa. Contar histórias, como faz uma avó para seus netos, pode ser um caminho seguro em tempos de confusão informativa.
