Hotéis têm se transformado em pontos turísticos, influenciando a escolha de destinos por parte dos viajantes. Para que um hotel se destaque como atração, ele deve ser reconhecido pelo público, com histórias e imagens que conferem significado ao local.
Um exemplo notável é o Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, que, além de seu luxo, carrega uma rica história cultural, associada a personalidades como Marilyn Monroe e Nelson Mandela. Essas conexões reforçam a importância do hotel no imaginário carioca.
O livro The Tourist, de Dean Maccannell, argumenta que a atração de um lugar vai além de suas características físicas, sendo também construída socialmente por meio de narrativas e eventos que tornam o local digno de ser visitado.
Neil Leiper, especialista em turismo, complementa essa visão ao afirmar que a atração por um destino é resultado da interação entre turistas, o núcleo do que desejam conhecer e os marcadores que direcionam sua atenção. Essa marcação social atribui significado ao espaço, transformando hotéis em peças-chave na escolha do destino.
Outro exemplo é o IceHotel, na Suécia, que é reconstruído anualmente com gelo do rio Torne, oferecendo uma experiência única que combina arte e hospedagem. Isso demonstra como um hotel pode ser simultaneamente um local de estadia e uma atração turística.
Um estudo de 2016 destacou que hotéis podem desempenhar um duplo papel: como locais de hospedagem e como atrações turísticas, integrando-se ao conteúdo turístico do destino.
