A prévia da inflação oficial de outubro, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), ficou em 0,32%, menos da metade do registrado em setembro, que foi de 0,7%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (23).
Com esse resultado, o IPCA-15 acumula uma alta de 4,62% em 12 meses, superando a meta do governo, que é de 4,5% ao ano. Em setembro, o acumulado em 12 meses era de 4,47%.
No grupo de alimentação e bebidas, os preços subiram 0,88%, com destaque para a alta de 1,01% na alimentação em domicílio. O tomate foi o item que mais pressionou a inflação para cima. Por outro lado, a cenoura (-10,67%) e as frutas (-1,37%) apresentaram quedas significativas.
Os combustíveis também impactaram o grupo de transporte, que teve alta de 1,2%, com o óleo diesel subindo 3,70% e o etanol 2,73%. As passagens aéreas, por sua vez, ficaram 9,24% mais baratas, contribuindo para a redução da inflação.
O único grupo que apresentou queda foi o de habitação, com uma retração de 0,10%, impulsionada pela redução no custo da energia elétrica, que variou -0,89% devido à mudança na bandeira tarifária para verde, eliminando cobranças adicionais.
Apesar da desaceleração na inflação, o economista Roberto Luis Troster, da Fipe, alertou que ainda não há uma tendência consistente de queda nos preços, destacando que a maior pressão continua vindo dos alimentos.