O Estado de São Paulo celebra, em 2026, 38 anos sem registrar casos de poliomielite, também conhecida como paralisia infantil. Essa conquista é fruto de décadas de campanhas de vacinação, mas requer vigilância constante para evitar a reintrodução do vírus, que ainda circula em outros países.
No Dia Mundial de Combate à Poliomielite, em 24 de outubro, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) destaca a importância da vacinação em dia e da vigilância epidemiológica. Desde 1980, as campanhas de vacinação têm mostrado resultados significativos, reduzindo os casos de 101 em 1980 para apenas um em 1988, no município de Teodoro Sampaio.
Embora a poliomielite tenha sido eliminada no Brasil, o poliovírus selvagem ainda está presente em locais como Afeganistão e Paquistão, o que exige atenção especial, especialmente em áreas com baixa cobertura vacinal. Atualmente, a cobertura vacinal em São Paulo está em 88,74% para crianças menores de um ano e 84,51% para o primeiro reforço, abaixo da meta de 95% estabelecida pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).
A vacinação contra a poliomielite é feita em cinco doses da vacina inativada poliomielite (VIP), disponíveis gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Para aumentar a proteção, a SES-SP realiza ações em parceria com os municípios para identificar crianças com esquemas vacinais incompletos.
Além disso, a vigilância epidemiológica continua ativa por meio do Programa de Vigilância das Paralisias Flácidas Agudas (PFA), que investiga todos os casos de paralisia flácida aguda em menores de 15 anos. Informações sobre a vigilância da poliomielite estão disponíveis no painel público da SES-SP.
A poliomielite é uma doença viral contagiosa que pode causar paralisia, e a prevenção é essencial. O Governo de São Paulo também disponibiliza o portal Vacina 100 Dúvidas, que oferece informações sobre imunização e prevenção de doenças.
