São Paulo é um dos principais polos da citricultura no Brasil, respondendo por 80% da produção de laranjas no país, segundo o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus). A história da citricultura paulista remonta ao século XVI, quando as frutas cítricas foram introduzidas por colonizadores portugueses, e ao longo dos anos, o Estado desenvolveu uma cadeia produtiva de alcance internacional.
Atualmente, existem 54 variedades comerciais de laranja registradas no Centro de Citricultura Sylvio Moreira, que se diferenciam por sabor e período de maturação. A laranja Pera, por exemplo, representa cerca de 30% da produção de laranjas doces, atendendo tanto ao mercado consumidor quanto à indústria de sucos.
O impacto econômico da citricultura é significativo, com a laranja destinada à indústria movimentando R$ 13,1 bilhões em 2025, enquanto a fruta para consumo in natura somou R$ 3,8 bilhões, conforme dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA). Dirceu Mattos Jr., diretor do Centro de Citricultura, destaca que o setor superou desafios e aumentou sua produtividade em duas vezes e meia nas últimas três décadas.
As exportações também refletem a força da citricultura paulista, com sucos movimentando US$ 1,42 bilhão de janeiro a setembro de 2026, sendo 96% desse total referente ao suco de laranja. A variedade Baía, originada na Bahia, é um exemplo de como uma cultivar brasileira ganhou reconhecimento internacional, sendo conhecida nos Estados Unidos como Washington Navel.
O Centro de Citricultura Sylvio Moreira, vinculado ao Instituto Agronômico (IAC-APTA), realiza pesquisas em diversas áreas, contribuindo para o desenvolvimento de novas variedades e o manejo de doenças como o greening, que afeta os pomares. A fiscalização e monitoramento da doença são essenciais para a saúde das plantações e a sustentabilidade do setor.
