Instituto Butantan, em parceria com a Loccus do Brasil, vai implantar uma plataforma robotizada que automatiza o teste de microneutralização, reduzindo o tempo de análise de cerca de 20 mil amostras de seis meses para aproximadamente 40 dias.
A automação deve gerar economia de recursos, maior precisão, reprodutibilidade e rastreabilidade dos resultados, além de diminuir a variabilidade humana e o risco de contaminação. “A automação do processo também vai garantir maior precisão, reprodutibilidade e rastreabilidade nos resultados, reduzindo a variabilidade do erro humano e os riscos de contaminação de amostras”, destaca Sandra Coccuzzo, diretora do Centro de Desenvolvimento Científico e coordenadora do CeVIVAS.
O sistema integrado conta com um braço robótico, pipetadores, lavadora, leitora de placas e estufa, operando de forma autônoma do início ao fim do dia. Segundo os engenheiros da Loccus, a solução pode processar 50 placas por semana, o que exigiria cerca de 20 pessoas em um fluxo manual.
Os ensaios de microneutralização já haviam sido aprimorados pela equipe do CeVIVAS, passando de avaliação qualitativa para mensuração quantitativa de anticorpos. O aumento do volume de amostras, antes enviado a laboratórios estrangeiros, motivou a busca por automação. “Nos familiarizamos e entendemos a importância da automação durante a pandemia de Covid-19”, recorda Maria Carolina Elias Sabbaga, coordenadora do CeVIVAS, que participou da criação do LabMóvel em 2021.
Em agosto de 2026 a equipe do CeVIVAS visitou a fábrica da Loccus em Cotia para validar a plataforma. A instalação está prevista para o final de 2026, com certificação da Anvisa e operação plena em 2027. “É um investimento que vai permitir ao Instituto Butantan antecipar dados e resultados, acelerando negociações e impactando decisões estratégicas”, conclui Sandra Coccuzzo. O superintendente Marcio Augusto Lassance avaliou a parceria como modelo para futuras automações no instituto.
