Um estudo realizado pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas (FGV EAESP), e pelo Instituto de Psiquiatria (IPq) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) revelou que quase 30% dos trabalhadores da indústria relataram sintomas de estresse, ansiedade ou depressão após a pandemia de covid-19. Entre esses, cerca de 10% apresentaram sintomas graves.
A pesquisa, publicada na Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, analisou 2.241 trabalhadores de empresas dos setores de manufatura e construção civil que permaneceram operando durante a pandemia. Os participantes responderam a um questionário anônimo entre outubro e novembro de 2021, que avaliou a intensidade dos sintomas, sem estabelecer diagnósticos clínicos.
O estudo identificou que mulheres, jovens e pessoas com doenças crônicas são mais vulneráveis a esses sintomas. Além disso, o trabalho híbrido foi associado a níveis mais altos de estresse e ansiedade em comparação ao trabalho presencial.
Os pesquisadores destacam a importância de um suporte adequado à saúde mental, que deve incluir tanto ações organizacionais quanto assistência médica estruturada. O psiquiatra Geilson Lima Santana, um dos autores do estudo, ressalta que “cerca de 30% dos participantes apresentaram sintomas de estresse, ansiedade e/ou depressão”.
Para lidar com essa situação, é fundamental que as empresas implementem programas de avaliação periódica da saúde mental de seus funcionários, especialmente aqueles em grupos de risco. O acesso a profissionais de saúde mental e o acompanhamento contínuo são essenciais para garantir o bem-estar dos trabalhadores.
