A Universidade de São Paulo (USP) se destaca mais uma vez ao ter 284 de seus pesquisadores listados na nona edição do banco de dados internacional de indicadores de citação, elaborado por John P. A. Ioannidis, da Universidade de Stanford. Publicado em 7 de outubro, o estudo avalia o impacto científico com base nas citações recebidas ao longo de 2025.
A USP lidera entre as instituições brasileiras, representando 18,8% dos cientistas do país na lista anual. No total, 1.510 perfis brasileiros estão incluídos, um aumento de 3,4% em relação à edição anterior. A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) segue com 105 pesquisadores, enquanto a Universidade Estadual Paulista (Unesp) conta com 87. Juntas, as três universidades paulistas somam 476 nomes, ou 31,5% do total nacional.
Na USP, a maior concentração de pesquisadores está na área de Medicina Clínica, com 129 nomes. Outras áreas de destaque incluem Biologia (26), Química (25), Agricultura, Pesca e Silvicultura (24) e Pesquisa Biomédica (21). Em subáreas específicas, Odontologia conta com 19 pesquisadores, seguida por Sistema Cardiovascular e Hematologia (13) e Química Analítica (11).
Além disso, em uma segunda tabela que avalia o impacto acumulado ao longo da carreira até o final de 2025, a USP também se destaca, com 267 pesquisadores entre os 1.304 brasileiros selecionados. A Unicamp, UFRJ, Unesp, UFRGS, UFMG, Fiocruz e Unifesp completam a lista das principais instituições.
O banco de dados utiliza indicadores padronizados de citação de pesquisadores de diversas áreas e países, refletindo tanto o impacto anual quanto o acumulado ao longo da carreira. Os critérios de seleção consideram a posição do autor e o padrão de coautoria, além do c-score, que mede o impacto científico.
