A implementação de um exame obrigatório para médicos no Brasil, a ser aplicado a partir de 19 de junho de 2026, visa aprimorar a formação médica no país. As avaliações ocorrerão nos segundo, quarto e sexto anos da graduação, permitindo um acompanhamento mais eficaz do desenvolvimento dos estudantes.
Yolanda de Fátima Lopes Calvo Tibério, professora da Faculdade de Medicina da USP, destaca que a medida pode aumentar a qualidade do ensino e a segurança dos pacientes. “É uma medida necessária sob o nosso ponto de vista e corretiva também”, afirma a docente.
Com o crescimento do número de escolas médicas, a avaliação se torna essencial para garantir um padrão de qualidade na formação. O exame permitirá identificar deficiências e orientar ações de fiscalização, além de subsidiar o Ministério da Educação (MEC) na supervisão das instituições.
Yolanda ressalta que a qualidade do ensino médico não se limita ao conhecimento teórico, mas também envolve a prática, como a disponibilidade de preceptores e o acesso a leitos hospitalares. A avaliação deve considerar as necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS) e preparar os estudantes para as demandas da população.
A professora enfatiza a importância de avaliar competências clínicas, como habilidades de comunicação e raciocínio clínico. As instituições de ensino devem realizar avaliações práticas ao longo da graduação, complementando o exame nacional.
A expectativa é que o exame contribua para a melhoria da formação médica, identificando dificuldades e orientando mudanças que melhorem o ensino e a qualidade do atendimento à população.
