A 12ª edição do Festival Internacional Zonas de Compensação teve início nesta terça-feira (27), promovida pelo Grupo Internacional e Interinstitucional de Pesquisa em Arte, Ciência e Tecnologia da Unesp (GIIP). A mostra, intitulada Meta Portais, acontece em formato híbrido no Instituto de Artes da Unesp, em São Paulo, e no Memorial da América Latina.
Com foco na soberania tecnológica do Sul Global, o evento utiliza ferramentas livres e de código aberto como resposta à obsolescência programada de dispositivos tecnológicos, além de preservar a memória histórica da arte digital latino-americana.
“Não precisamos de grandes plataformas e grandes empresas com altas tecnologias por trás de nós. Conseguimos produzir com baixa tecnologia”, afirmou Rosangella Leote, vice-diretora do IA-Unesp e líder do GIIP. Ela acrescentou que o objetivo é usar a tecnologia para desenvolver a linguagem artística.
Esta é a primeira vez que o Memorial da América Latina sedia o festival, que ocorre no Anexo dos Congressistas. Durante a estreia, uma performance do duo Frequência 3 abordou as conexões entre Brasil, Cuba e outros países da América Latina, unindo cinema e rádio arte.
O festival segue até sábado, 31 de outubro, com atividades virtuais programadas para a sexta-feira, 30. A programação completa está disponível para consulta.
O Festival Internacional Zonas de Compensação foi criado em 2010, vinculado ao GIIP-Unesp, e inicialmente contava apenas com a participação de seus integrantes. Com o tempo, a chamada para obras foi aberta a projetos externos, resultando em uma mostra atual com 150 obras de mais de 160 artistas de diferentes países.
O GIIP, que já conta com 61 membros, é interinstitucional e acolhe profissionais de diversas áreas, não apenas de artes. Rosangella destacou a importância de intercâmbios culturais, embora reconheça que o grupo é mais valorizado fora do Brasil do que na comunidade acadêmica local.