O segundo turno das eleições presidenciais de 2026 no Brasil, realizado em 25 de outubro, resultou na vitória de um candidato que ficou em segundo lugar no primeiro turno, marcando um fato inédito na história política do país.
Projeções de veículos de comunicação indicavam a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, sobre Flávio Bolsonaro, do PL, com a confirmação da virada na contagem dos votos antes do término da apuração.
Rodrigo Mahlmeister, economista e mestre em Ciência Política pela USP, desenvolveu um modelo que utiliza dados de eleições anteriores para estimar a evolução da apuração. Ele explica que o modelo analisa dados por seção eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e identifica padrões geográficos e do porte dos municípios.
No primeiro turno, Flávio Bolsonaro obteve 47% dos votos válidos, enquanto Lula ficou com 45%. No segundo turno, Lula venceu com cerca de 52% dos votos válidos, sendo eleito para seu quarto mandato, ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin.
O índice de abstenção na votação de 25 de outubro foi o menor em duas décadas, com cerca de 30 milhões de eleitores não comparecendo, o que corresponde a aproximadamente 19% do eleitorado.
Mahlmeister ressalta que, apesar da precisão das projeções, elas não substituem a apuração oficial do TSE e devem ser vistas como estimativas, já que mudanças no perfil dos candidatos podem afetar a previsão.