Em São Paulo, o Dia do Vegano, celebrado em 1º de novembro, amplia o debate sobre a alimentação livre de produtos de origem animal. A data, instituída pela Lei n.º 17.145/2019, busca discutir a expansão do mercado de produtos vegetais e suas implicações em saúde e acesso à alimentação.
De acordo com uma pesquisa do Datafolha, 7% da população brasileira se declara vegana, excluindo produtos de origem animal de sua dieta e consumo. O veganismo é visto como um estilo de vida que evita práticas associadas à exploração animal, diferentemente do vegetarianismo.
A Associação Brasileira de Veganismo (ABV) destaca a importância do Dia do Vegano para valorizar um setor que movimenta a economia e gera oportunidades de negócios. “Uma oportunidade para promover eventos e ações de divulgação, aproximando consumidores e empreendedores”, afirmou Laura Lim, diretora-presidente da ABV.
O especialista Luiz Eduardo Amorim, da Sociedade Vegetariana Brasileira, defende a implementação de políticas públicas que priorizem a produção e acesso a alimentos saudáveis, como refeições à base de vegetais em escolas e hospitais.
A deputada estadual Paula da Banca Feminista também enfatiza a relação entre veganismo e segurança alimentar, lembrando que quase 1 milhão de pessoas passam fome diariamente no estado. Ela é autora do Projeto de Lei 1.544/2023, que propõe a criação do Dia Estadual do Veganismo Popular.
Além das discussões sobre políticas, o acesso a refeições veganas a preços acessíveis é um ponto importante. A nutricionista Thaisa Navolar sugere que uma dieta rica em plantas pode ser baseada em alimentos comuns e caseiros, evitando produtos industrializados caros.
Ferramentas digitais, como o mapa Onde tem Opção Vegana e o aplicativo HappyCow, facilitam a busca por estabelecimentos que oferecem pratos veganos, contribuindo para uma alimentação mais consciente e acessível.